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160 anos da Imigração Pomerana no ES. Comunidades de Vila Pavão são homenageadas

 

Por Cléber Sabino - Ascom-VP

E-mail: comunicacao@vilapavao.es.gov.br, tel: (27) 99962-1857

 

As comemorações em homenagem aos 160 anos da imigração pomerana para o Espírito Santo começaram na última quarta-feira, 26, com uma caminhada cultural que saiu da Praça Costa Pereira em Vitória/ES em direção ao Palácio Anchieta onde aconteceu uma Sessão Solene Alusiva à data.

O Dia Estadual do Imigrante Pomerano é comemorado no Espírito Santo em 28 de junho. Para homenagear a contribuição dos imigrantes e seus descendentes, está acontecendo uma programação especial com a participação dos municípios capixabas com descendentes de pomeranos.

A solenidade no Salão São Tiago, no Palácio Anchieta, em Vitória contou as presenças do governador do Estado, Renato Casagrande; da primeira-dama, Maria Virgínia; da vice-governadora, Jaqueline Moraes; secretários de Estado da Cultura, Fabrício Noronha, e de Direitos Humanos, Nara Borgo, do diretor do Arquivo Público do Estado do Espírito Santo (APEES), Cilmar Francischetto e ainda diversas outras autoridades.

A atividade foi uma iniciativa do APEES em conjunto com as prefeituras municipais que têm comunidades pomeranas.

Vila Pavão, que é uma das cidades mais Pomeranas do Norte do Estado foi representado no evento pelo prefeito Irineu Wutke; secretário de Cultura e Turismo Gil Leandro Breger Lauvers Paz; a secretaria de Educação Arlete Ramlow de Souza; a Chefe de Gabinete Ingrid Wutke da Costa, além de integrantes do Grupo Folclórico Pomerano Fauhån (1º Grupo do município e do norte do estado); professoras de Pomerano do município e o escritor e sociólogo Jorge Kuster Jacob.

A Rainha Pomerana Loriane Arezzi Brand e a Princesa Pomerana Patricia Krause puxaram o cortejo até o palácio Anchieta empunhando as bandeiras de Vila Pavão e da Pomerânia.

Em frente ao Palácio Anchieta houve uma grande integração com os grupos folclóricos do estado dançando juntos ao som da concertina o “Herr Smith”, música típica dos Pomeranos.

A solenidade foi aberta com o Hino Nacional e da Pomerânia sendo executados ao som de uma concertina. Em seguida, benção luterana conduzida pelo pastor Rubens Stur; apresentação de corais cantando em pomerano; apresentações teatrais e encenação de um casamento pomerano com quebra louca ao som de concertina; apresentação coletiva dos grupos folclóricos; homenagens a autores de livros com temática pomerana, a professores de língua pomerana e várias outras atrações, regadas a um farto café típico pomerano. Em todo o tempo que durou a cerimônia, um telão exibia imagens de pessoas, atrações turísticas, culturais, religiosas e dos grupos folclóricos das cidades pomeranas do estado.

O evento em geral foi muito bem organizado e bonito, mas um momento marcante na minha opinião foi quando as comunidades pomeranas foram colocadas em destaque com as autoridades fazendo reflexões sobre o papel dos descendentes de pomeranos na atualidade, especialmente, no momento em que o professor da UFES Erineu Foerste evidenciou a importância desses descendentes na agricultura familiar, na questão da diversidade cultural existente e da própria língua pomerana. Nesse sentido foi entregue uma carta aberta assinada por todas as associações pomeranas do estado solicitando das autoridades, mais políticas públicas de apoio às comunidades pomeranas e preservação dos seus valores culturais e históricos”, salientou o secretário de Cultura e Turismo Gil Leandro.

O Prefeito Irineu Wutke recebeu as homenagens em nome de todos os outros prefeitos. Durante a solenidade, cada município indicou uma figura pública para receber menção honrosa. Vila Pavão homenageou a chefe de gabinete Ingrid Wutke da Costa pelo trabalho que vem desenvolvendo ao longo dos anos em prol da comunidade pomerana local.

Pomeranos no Espírito Santo

O grupo com os primeiros imigrantes pomeranos a chegarem ao Estado era formado por 27 famílias num total de 117 pessoas. Eles eram agricultores luteranos que partiram de Hamburgo, na Alemanha, no navio Eleonor, em abril de 1859. O transatlântico entrou no porto do Rio de Janeiro após dois meses de viagem. Lá estava sediada a “Central de Colonização”, responsável pelos contratos e transportes.

Depois dessa breve escala na Capital do Império, seguiram viagem no barco “São Matheus” e chegaram ao Porto de Vitória no dia 28 de junho. Para alcançar os lotes coloniais, seu destino final, os imigrantes tinham que subir o rio Santa Maria em direção ao “Porto do Cachoeiro”, atual Santa Leopoldina. Até 1860 vieram outros 46 imigrantes. Porém, o maior fluxo se verifica entre os anos de 1868 a 1874. Ao todo, foram 2.223 colonos de origem pomerana que entraram no Estado.

A Pomerânia estava localizada entre a Europa e o Mar Báltico. A historiadora Cione Marta Raasch Manske, no livro “Pomeranos no Espírito Santo”, ressalta que o solo fértil, a diversidade hídrica e a localização estratégica desencadearam disputas pela posse da terra na Idade Média, deixando-a marcada por guerras, epidemias e fome. A imigração, neste contexto, mostrou-se como uma opção para a sobrevivência.

Durante um período prolongado, diferentes conflitos devastaram o local. Em 1720, o território é conquistado pela Prússia, que em 1817 institui a Província Prussiana da Pomerânia. No século XIX, conforme destaca a autora, mudanças políticas e econômicas contribuíram de forma significativa para o agravamento da situação de crise. A instabilidade social impulsionou os pomeranos a imigrarem para o Brasil, com destaque ao Espírito Santo.

Data de Publicação: quinta-feira, 27 de junho de 2019

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